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Brasil, Brasília - Distrito Federal, 28 de maio de 2017

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Um “propineiro” para chamar de seu

Um “propineiro” para chamar de seu
Janela indiscreta
Por Manoela Alcantara, Kelly Almeida, Mirelle Pinheiro e Suzano Almeida/Rafaela Felicciano/Metrópoles - 28/05/2017 - 09:00:50

A relação da Andrade Gutierrez com o GDF era tão umbilical que a empreiteira mantinha um gerente comercial exclusivo para lidar com o Buriti: Carlos José de Souza. Suas revelações bombásticas à Justiça sobre as negociatas com os ex-governadores José Roberto Arruda (PR), Agnelo Queiroz (PT) e Rogério Rosso (PSD) foram fundamentais para justificar a prisão temporária dos dois primeiros, na terça (23/5). Eles são acusados de receber propina durante a reconstrução do Mané Garrincha.

 

Forçando a amizade

Não é de hoje que muitos se perguntam como Arruda consegue bancar caros escritórios de advocacia para defendê-lo nas várias ações as quais responde. O ex-governador não tem lastro empresarial e fez carreira no serviço público, ele é aposentado da CEB. Atualmente, dá aulas em uma faculdade particular. Arruda já disse publicamente que amigos o ajudaram a pagar sua defesa. Nas revelações que fez aos investigadores da Panatenaico, no entanto, o delator Carlos José de Souza desmascara o ex-governador. O empresário conta que propina de R$ 2 milhões cobrada pelo ex-chefe do Executivo local seria para quitar sua defesa em outro escândalo, o da Caixa de Pandora. O pixuleco, segundo Carlos José, foi pago em seis suaves prestações, entregues pelo gerente da obra, Gustavo Rocha.

 

Deu ruim, manés

O que é bom, a gente repete, diz a sabedoria popular. E a gestão Agnelo acreditou. Segundo o delator da Paratenaico Carlos José, o modelo de cobrança de propina referente às obras do estádio foi replicado na construção do entorno da arena (projeto acima). O próprio governador teria pedido para Andrade Gutierrez e Via Engenharia assumirem o trabalho pós-Copa. A promessa era compensá-las pelos “novos investimentos” em licitação futura, pois não seria mais possível acréscimos na conta de um estádio do Mundial depois do campeonato. Deu ruim: Agnelo não se reelegeu, foi preso na terça e, nessa sexta (26/5), seu sucessor, Rodrigo Rollemberg (PSB), rompeu o contrato de R$ 285 milhões com as construtoras que previa continuidade projeto.

 

Final feliz

Diretor da carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), onde estão presos Arruda, Agnelo, Filippelli e cia, o agente Ricardo Cardoso viveu na pele a condição de presidiário por mais de dois anos. Considerado um dos mais competentes e queridos policiais da corporação, a história demonstra que Cardoso teria sido vítima de uma injustiça. Ele foi acusado de fazer parte de uma quadrilha que assassinou um de seus integrantes. Foi preso preventivamente e chegou a ser condenado a 17 anos e meio no primeiro julgamento. Sua defesa conseguiu anular o júri por fragilidade das provas. Em segunda sentença, acabou absolvido por negativa de autoria. Hoje, toca a vida sem traumas com o passado. Para conhecer melhor o sistema que o levou à cadeia, tornou-se estudante de direito.

 

Reunião extraordinária

Ex-governadores do DF estavam incomodadíssimos com as más instalações da Superintendência da Polícia Federal, para onde foram levados desde a prisão na última terça-feira (23). Lá, o banho era gelado e as celas apertadas – três pessoas dividiam um espaço de 6m². Pediram transferência e, neste sábado (27), acabaram levados para o Departamento de Polícia Especializada (DPE). Trocaram seis… por quase uma dúzia… É que no lugar, além do banho continuar frio, nove detidos na Operação Panatenaico ficarão na mesma cela.

 

De trabalhador, PF devolve

Além de computadores, telefones e documentos, policiais federais apreenderam R$ 8 mil na casa de Arruda durante a Operação Panatenaico. O dinheiro foi ressarcido logo que chegou na PF: era para pagar funcionários do ex-governador.

 

Como um anjo, SQN

 

Os advogados de Arruda têm deixado remédios de gripe para ele na prisão. Na tarde dessa sexta (26), um dos agentes prestou contas. Garantiu aos advogados ter ministrado o medicamento “direitinho”. E deu notícias: “Dormiu como um anjo”. Ainda bem que não disse: “dormiu o sono dos justos”.

 

TPP, Tensão Pós-Panatenaico

Rogério Rosso viveu dias nervosos nessa semana. Embora não tenha sido alvo direto da Operação Panatenaico, seu nome aparece recorrentemente no inquérito que levou outros ex-governadores do DF à cadeia. Como é deputado federal, Rosso tem foro privilegiado. Mas a coluna dele não sabe disso e o ex-governador tampão acabou sofrendo uma forte crise de hérnia de disco. Travou geral e teve de ir para a fisioterapia. “Já estou zerado, segunda no batente”, disse Rosso.

 

Atacadão de habeas corpus

A porta da Superintendência da PF virou ponto de encontro dos advogados de políticos e empresários presos nas mais variadas operações da corporação. Na tarde de sexta (26), eles admitiram, conversando entre si: a demanda tem sido tanta que já estão produzindo HCs genéricos; daí é só colocar o nome do cliente que for preso e pedir a soltura.

 

De cara com a juíza

Levados na noite de quinta (25) para uma cela no DPE, os supostos intermediários da propina paga a políticos na obra do Mané Garrincha – Jorge Luiz Salomão, Sérgio Lúcio Silva de Andrade e Afrânio Roberto de Souza Filho – deram de cara com a juíza da Vara de Execuções Penais. É que Leila Cury tirou a sexta-feira para fazer uma vistoria de rotina na carceragem.

 

Toma, distraído!

Uma criança acompanhada da avó que esperava o pai na recepção da PF caiu nas graças de quem estava por perto. Encantado com a garotinha, um advogado puxou assunto:

 

– Você sabe para que serve a polícia?

– Serve para prender os bandidos, as pessoas que fazem mal pra gente, respondeu a menina.

 

A simpática garota falava para os advogados de Jorge, um dos presos na Operação Panatenaico, suspeito de corrupção. Os defensores que testemunharam a conversa caíram na gargalhada.

 

Os três mosqueteiros, menos um

Até segunda-feira (22), o deputado federal Alberto Fraga (DEM) e o ex-distrital Alírio Neto (PTB) estavam empenhados em garantir o apoio de Tadeu Filippelli (PMDB) para o projeto conjunto que eles têm de disputar cargos majoritários em 2018. Seria uma “chapa forte”, disseram. Filippelli, governador; Fraga, senador e Alírio, federal. Com a prisão do ex-vice-governador na terça, Fraga usou todo o senso de oportunidade. Publicou em suas redes sociais uma pesquisa na qual ele apareceria em primeiro lugar nas intenções de voto para o governo.

 

WO em 2018?

Mesmo com uma aprovação rasteira de 7% dos brasilienses, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) enxergou, nesta semana, uma luz no fim do túnel. O arrastão da PF que encarcerou, de uma só vez, Arruda, Agnelo e Filippelli, enfraquece possíveis adversários do socialista nas eleições do ano que vem. Em 2014, o socialista contou com a Justiça, que barrou Arruda pela Lei da Ficha Limpa. Agora, começam a naufragar os planos do candidatíssimo a governador Filippelli.

 

Será que vale?

Do jeito que as coisas andam no DF, comenta-se nos bastidores que as eleições de 2018 podem trazer uma surpresa. Por mais que seja desconhecido da maior parte dos brasilienses, o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), começa a enxergar um espaço para se lançar ao cargo de governador. Por enquanto, nega as pretensões, mas diante do apagão de nomes, pode sentir-se estimulado a tentar o salto na carreira.

 

Errar é humano, insistir…

Exonerado da chefia de Comunicação da Polícia Civil do DF após responsabilizar mães pelo abuso sexual sofrido por seus filhos, o delegado Miguel Lucena voltou à ativa. Em dois sentidos. Ele assumiu posto de trabalho na 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) e continua a polemizar nas redes sociais. Depois do episódio no qual afirmou que mulheres fazem rodízio de padrasto e seus filhos pagam por isso, Lucena reforça sua tese por meio de postagens no Facebook.

 

Colaboraram Juliana Cavalcante e Mirelle Pinheiro

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