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Brasil, Brasília - Distrito Federal, 19 de novembro de 2017

A um passo do racionamento

A um passo do racionamento
Diante da escassez de chuva e da queda nos níveis dos reservatórios, Caesb mantém pronto o plano de corte de água. Segundo a companhia, ainda não há data para o início da execução. População será avisada três dias antes
Por FLÁVIA MAIA - Correio Braziliense - 11/01/2017 - 08:45:00

A Barragem do Descoberto começa o ano com menos da metade da água registrada no mesmo período do ano passado. A marcação mais recente indica 19,55% da capacidade. Em 2016, no mesmo período, o reservatório acumulava 45,77% de água. Desde o último 27 de dezembro, o volume vem caindo e está abaixo dos 20% — índice de restrição que permite o racionamento. Neste cenário de escassez, a chuva não tem ajudado: em 10 dias, choveu apenas 8% do esperado para todo o mês de janeiro. Enquanto a situação se agrava, a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) gastou mais de R$ 28 milhões em investimentos, que foram acelerados para conter a mais dramática falta de água que a capital federal já viveu. Mesmo com os custos a mais, a empresa ainda é evasiva sobre quando deve colocar em prática o plano de racionamento.

 

Segundo Maurício Luduvice, presidente da companhia, o plano está feito e a população será comunicada três dias antes do início da execução. Entretanto, ainda não há uma data específica para começar o processo. O presidente diz que a Caesb não está resistente nem omissa em relação à crise hídrica. “Estamos seguros em relação ao momento de colocar em prática o plano de racionamento. É uma decisão técnica, que está levando em conta aspectos operacionais”, explica.

 

A direção da Caesb alega que a operação de racionamento é cara e, se não for benfeita, pode comprometer todo o sistema. Além disso, demanda grande volume de mão de obra. “O fechamento e a abertura de um sistema que abastece uma região exigem todo um cuidado operacional. A tubulação fica vazia e, se a volta da pressão da carga (água) não for benfeita, pode comprometer toda a rede de distribuição”, explica Luduvice. O plano de racionamento prevê rodízio de abastecimento de água entre as regiões e o uso de caminhões-pipa para manter prédios públicos, como escolas e delegacias.

 

Na opinião de Jorge Werneck, presidente do Comitê da Bacia do Paranoá e pesquisador da Embrapa Cerrados, o plano de racionamento não é uma decisão fácil. Para ele, são “várias coisas envolvidas”. Entretanto, ele é enfático em pedir uma solução urgente para o problema. “Considerando a situação, alternativas, como o racionamento e a tarifa, mostram-se necessárias. O risco de chegarmos em agosto e setembro sem água é uma realidade, e um cenário que temos que evitar”.

 

Consumo

Enquanto o plano de racionamento não vem, a Caesb aposta na redução do consumo. Segundo dados da empresa, a retirada de água do Descoberto pela empresa caiu 13,7% desde o início das ações de economia, como tarifa extra para consumo acima de 10 mil litros por mês e diminuição da pressão de água em 15 regiões administrativas. A empresa também tem feito obras para diminuir as perdas e os desperdícios do sistema e aumentar os pontos de captação de água, de modo a depender menos do Descoberto — que, atualmente, abastece 65% da população da capital federal. O córrego do Crispim, no Gama, e um novo poço artesiano em São Sebastião são exemplos. A captação no Bananal deve ficar pronta apenas no fim do ano. E a obra de Corumbá IV vai atrasar novamente. Embora esteja em execução, o prazo de entrega foi dilatado, assim como os gastos. Em fevereiro de 2015, a previsão era de que a estrutura ficaria pronta em 2017. Entretanto, de lá para cá, os recursos aumentaram em R$ 13 milhões e a inauguração foi jogada para julho de 2018.

 

Com a chuva insuficiente e os níveis de água caindo de maneira alarmante, a contribuição da população é essencial. Zelador de um prédio no Sudoeste Econômico há 11 anos, Lindomar Rocha dos Santos, 43, lavava o piso do prédio de duas a três vezes por semana. Agora, passou para uma vez. E a redução não foi só na limpeza. “Aqui no condomínio, lavávamos carros, o que não fazemos mais. Eu tenho uma mangueira toda furada, que usava para regar as plantas, agora, não uso. Se a gente brincar um pouquinho, ficaremos sem água”, conta.

 

Orlando Silva, 40 anos, é lavador de carro há mais de cinco anos e conta que tem um tanque de mil litros, com o qual consegue trabalhar durante uma semana. Antes, o lava a jato usava o dobro. “Economizo pegando menos água. Às vezes, chegam uns carros muito sujos e, para facilitar, usamos produtos para amolecer a sujeira”, explica.

 

Clima

O esperado de chuva para o mês de janeiro, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, é de 247mm. No entanto, até o dia 10, só choveu 20mm. “Até o dia 15, esperamos pelo menos 30mm. Apesar disso, a primeira quinzena do mês não alcançará nem metade da média informada. Em relação a 2015 e 2016, as chuvas estão bem menos intensas”, explica o meteorologista Luiz Cavalcanti.Colaborou: Carolina Cardoso, estagiária sob a supervisão de Sibele Negromonte

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