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Brasil, Brasília - Distrito Federal, 28 de março de 2017

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Após críticas, Rollemberg exonera Renato Santana de administração

Após críticas, Rollemberg exonera Renato Santana de administração
Canetada do socialista foi além. Parte da equipe do vice-governador também foi demitida nesta terça-feira (3/1)
Por Maria Eugênia, Lilian Tahan e Manoela Alcântara - Metrópoles - 03/01/2017 - 11:07:56

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) reagiu rapidamente às críticas feitas por seu vice, Renato Santana (PSD), ao reajuste de até 25% no valor das tarifas de ônibus e metrô. Na edição desta terça-feira (3/1) do Diário Oficial do DF, Santana foi exonerado do comando da Administração Regional de Vicente Pires, que ocupava interinamente, e teve parte de sua equipe de comissionados demitida pelo chefe do Executivo local.

 

Ao Metrópoles, o vice-governador se mostrou indignado: “Sugeri a demissão de quem sugeriu ao governador apenas a alternativa de aumento de passagens. E fui demitido de Vicente Pires sem nenhuma ligação do governador”.

 

 

Santana disse ainda que todas as vezes em que foi acionado por Rollemberg esteve à disposição. “Fui prontamente atender, por entender que essa é a forma de colaborar com a cidade, trabalhando. Não vou jamais deixar de dar e expressar meu ponto de vista sobre as coisas que afetam a vida da cidade em que nasci e, hoje, tenho a oportunidade de colaborar com a gestão”, declarou.

 

Tensão

A relação entre Rollemberg e Santana sempre foi tensa. Focado em 2018, quando estuda sair candidato a deputado federal, e certo de que o governo do qual faz parte já não tem prazo para recuperação, o vice-governador nunca gostou de ocupar uma posição de coadjuvante na política local.

 

Sua estratégia é aparecer e tornar-se um contraponto à letargia do titular que, em meio a uma conjuntura de dificuldades, não conseguiu promover grandes avanços nos primeiros dois anos de governo. A meta de seu partido, o PSD, é eleger pelo menos dois nomes pelo DF.

 

Numa investida mais popular, ele meteu a colher de pau no preço da refeição no Restaurante Comunitário: “Foi um cálculo burro, uma economia burra”. Opinou sobre o local onde os times de futebol americano vão treinar e lamentou sobre a situação dos bichos idosos confinados no Zoológico de Brasília.

 

Criticou o reajuste das passagens – chegou a dizer que se fosse governador demitiria secretário que falasse em aumento de tarifas – e não poupou ataques à equipe de governo quando sua cunhada morreu vítima de dengue. Publicou um texto na internet convocando os “tecnocratas” que fazem parte do GDF arregaçarem as mangas e saírem “da bolha dos gabinetes”.

 

A tensão entre os dois atingiu carga máxima em julho do ano passado, quando Renato Santana foi grampeado pela presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, ao falar sobre a existência de um suposto esquema de pagamento de propina dentro do GDF. Em um dos áudios, o vice afirma que Rollemberg está “fodido”.

 

O Metrópoles tenta contato com o governador Rollemberg para que comente as exonerações.

  • Sergio Oliveira - 03/01/2017

    Casos como de Renato Santana e Michel Temer nos fazem pensar que é hora do congresso colocar uma emenda constitucional para que, como existia até os anos 60, se eleger, pelo voto, o vice. Lembrem que Jango era vice eleito daí sua legitimidade ao substituir o retardado Jânio Quadros. Vice não tem voto assim como suplente de senador. Portanto, não tem legitimidade. E nesta PEC os deputados poderiam colocar um plebiscito para a população do DF decidir se a câmara legislativa deve continuar ou acabar.

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