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Brasil, Brasília - Distrito Federal, 12 de dezembro de 2017

E ele acordou pensando: Hoje, estou a fim de matar alguém

E ele acordou pensando: Hoje, estou a fim de matar alguém
Matando o crime no nascedouro
Por Miguel Lucena*/Reprodução - 12/08/2017 - 12:46:06

Mesmo que o adolescente de 15 anos tenha assumido que desferiu as facadas na jornalista Maria Vanessa Veiga Esteves, quando ela chegava em casa, às 23h de terça-feira, tanto o inimputável quanto o comparsa, Alecsandro de Lima Dias, 26 anos, serão enquadrados penalmente pelo mesmo crime: latrocínio, com pena que varia de 20 a 30 anos de reclusão. O menor, porém, responderá por ato infracional, com internação máxima de três anos.

Pelas declarações dadas à Polícia Civil, o menor infrator vê a ação delituosa como um acontecimento fantástico na vida dele e não como uma tragédia. Ele acordou pensando: “Hoje, estou a fim de matar alguém”.

A maioria dos infratores pensa assim mesmo, enviesado. Em entrevista para elaboração de um plano, vários acusaram as vítimas de serem responsáveis pelas mortes. “Professora, as pessoas são muito apegadas aos celulares”, disse um adolescente de 16 anos, no Recanto das Emas, para justificar o tiro que disparou na cara da vítima.

As chances de recuperação em sistema socioeducativo e cadeia são mínimas. Quem afirma o contrário o faz por crença, ingenuidade ou interesse, porque a alimentação do sistema dá empregos e renda a muita gente.

Se o Estado brasileiro quiser mesmo estancar esse processo, precisa investir com urgência na primeira infância, dando amparo às famílias para que os filhos não sejam negligenciados, abandonados e abusados. 

O investimento em creches para todas as crianças que precisem é urgente, porque as sequelas causadas pelo desamparo são praticamente irreversíveis, de acordo com os estudos do pediatra e psicanalista inglês Donalds Woods Winnicott.

 

 O Brasil precisa de um grande mutirão para educação das famílias e prevenção ao abandono infantil, com a criação de centros especialmente destinados a amparar e auxiliar as mães que precisam trabalhar e não têm com quem deixar as crianças.

As mães precisam ser orientadas especialmente para não sair espalhando filhos pelo mundo como Deus criou batata. Mães e pais devem ser instruídos e conscientizados no sentido de que filhos não são brinquedos, são seres humanos que, dependendo muito dos adultos, trilharão o caminho do bem ou do mal.

 

*Miguel Lucena é Delegado de Polícia Civil do DF e Jornalista.

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