23 de fevereiro de 2012, Brasília - Distrito Federal - Brasil
17:35:22
A greve dos vigilantes – que forçou também a paralisação de serviços básicos como o atendimento ao público nas agências bancárias, hospitais, autarquias, bibliotecas e órgãos públicos – deve parar na Justiça. O Sindicato Patronal das Empresas de Segurança Privada, Sistema de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transporte de Valores quer entrar na Justiça contra o movimento.
Caso o pedido seja protocolado no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, o Sindicato dos Vigilantes quer aproveitar o processo para pedir a abertura das contas das empresas e mostrar o lucro real delas. Representante dos vigilantes, o líder do PT na Câmara Legislativa, Chico Vigilante, considera o questionamento da validade da paralisação um ponto a favor para os funcionários. “Vai ser a oportunidade de pressionarmos as empresas a divulgarem seus balanços. Só temos a ganhar”, afirmou. ...
O deputado distrital quer também sugerir ao governo do Distrito Federal que cancele os contratos entre órgãos públicos e empresas de vigilância, principalmente os emergenciais. Vigilante sugere que seja feito processo de licitação para a prestação do serviço. Segundo ele, no setor de vigilância: “os patrões são milionários, as empresas são pobres e os trabalhadores são muito maltratados”.
Reivindicações
O Distrito Federal tem cerca de 20 mil vigilantes. Eles estão insatisfeitos com as atuais condições de trabalho. A categoria reivindica aumento salarial de 15%, pagamento de uma gratificação por risco de morte – prometido desde 2010 – e ticket alimentação, no valor de R$ 25 por dia. Os trabalhadores questionam o congelamento salarial e de benefícios, que não são revistos há 16 meses.
Serviços paralisados
A greve dos vigilantes tem prejudicado o funcionamento de serviços básicos à população. Agências bancárias do BRB e da Caixa Econômica Federal estão fechadas e a direção do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) teve que pedir apoio à Polícia Militar para fazer o policiamento da portaria. Prédios de órgãos públicos também estão desguarnecidos.
No início da manhã, pacientes não conseguiram entrar pela portaria principal do Hran, mas, às 10h, o acesso por meio da garagem foi liberado. Os centros de saúde foram autorizados a fechar para o horário de almoço enquanto a greve vigorar. A Biblioteca Nacional de Brasília também ficará fechada no período.
Por Maryna Lacerda
Fonte: Brasília 247
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