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Brasil, Brasília - Distrito Federal, 23 de novembro de 2017

Lula e o mandacaru

Lula e o mandacaru
Fundador e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores (PT), Lula se comporta como um mandacaru (cacto com espinhos): não dá sombra a ninguém e espeta quem se aproxima.
Por NATÁLIA LAMBERT-Correio Braziliense - 15/07/2017 - 10:39:19

Nascido no sítio Vargem Comprida, em Caetés, no interior de Pernambuco, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou à Presidência da República carregando as marcas da fome e da miséria. Com a simpatia e um incrível poder de agregação, conseguiu tirar mais de 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza e pôs comida na mesa das pessoas. O brilhantismo do feito é inegável e, com razão, move paixões pelo país.

 

A infância desgastada pela seca no agreste pernambucano pode ter dado a Lula a obstinação, mas, talvez, tenha moldado uma personalidade que, hoje, cobra a fatura. Fundador e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores (PT), Lula se comporta como um mandacaru (cacto com espinhos): não dá sombra a ninguém e espeta quem se aproxima.

 

Em pronunciamento feito nesta semana sobre a condenação do juiz Sérgio Moro, o ex-presidente se coloca como o candidato da legenda à Presidência em 2018. Nas palavras de renomados petistas, é o plano A, B e C do PT. Claro, é o único. E, sem ignorar os escândalos de corrupção que derrubaram os principais nomes da sigla nos últimos 10 anos, a falta de alternativa se dá também pelo poder centralizador de Lula. No PT, quem manda é ele, só aparece quem ele deixa e na hora em que achar conveniente.

 

Com isso, nomes da juventude apaixonada pela estrela vermelha não conseguem dar a cara nova que o PT precisa para voltar a ser o partido das massas. O erro de Lula pode decretar o fim de uma legenda que abraçou os sonhos de tantos jovens de esquerda. Assim como o PDT, que nunca se recuperou da morte de Leonel Brizola, em 2003, o caminho pode ser sem volta.

 

E o fenômeno de medalhões que brilham mais que do as siglas e esmagam quem vem debaixo se repete por todo lado. O PSB ainda não encontrou rumo desde que Eduardo Campos morreu, em acidente aéreo, em 2014. A rebelião dos cabeças-pretas do PSDB contra os cabeças-brancas — que quer o desembarque do governo — mostra que a hora da nova política chegou. Os bastões precisam ser passados a outras mãos. Esse é o caminho para o jovem parar de encarar a política como palavrão e assumir que a mudança do país também é responsabilidade dele.

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