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Brasil, Brasília - Distrito Federal, 25 de abril de 2017

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Passagens de até R$ 5 para ônibus e metrô revoltam brasilienses

Passagens de até R$ 5 para ônibus e metrô revoltam brasilienses
Aumento na tarifa chega a 25%, dependendo da linha, enquanto a inflação acumulada desde o último reajuste não chega a 8%
Por Maria Eugênia, Leticia Carvalho e Kelly Almeida - Metrópoles - 30/12/2016 - 17:09:34

Os brasilienses não digeriram bem o reajuste de até 25% nas tarifas de ônibus e metrô a partir da próxima segunda-feira (2/1). Vários segmentos da sociedade ouvidos pelo Metrópoles se mostraram surpresos e revoltados com os novos valores das passagens e reclamam que não foram consultados pelo GDF. O aumento está bem acima da inflação acumulada entre setembro de 2015 (data da última alteração) e novembro deste ano. No período, o IPCA brasiliense ficou em 7,69%.

 

“O governo pode até ter argumentos financeiros sólidos, mas esse aumento é um exagero, é incompatível com a inflação, com a evolução dos preços. Quem é que teve aumento de 17% nos últimos anos? Ninguém. Na verdade, o que se viu foi o aumento do desemprego, a queda da renda do trabalhador e a recessão econômica”, destaca o economista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Piscitelli.

 

As justificativas de que o reajuste se tornou necessário para manter as gratuidades de estudantes e pessoas com deficiência também foram alvos de críticas do economista. Para Piscitelli, o GDF deveria adotar mecanismos eficientes para reduzir o número de fraudes no sistema, além de criar uma auditoria para comprovar os custos apresentados pelas empresas de ônibus.

 

“Com certeza, vamos nos organizar contra isso. É um absurdo. Não sei o que o governador está querendo”, disparou Paíque Duques, um integrante do Movimento Passe Livre (MPL). De acordo com ele, em momento algum o Palácio do Buriti se reuniu com o grupo para discutir o aumento no preço das passagens.

 

Quem também não ficou nada satisfeito foi o setor empresarial. Para o presidente da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Cléber Pires, a mudança é reflexo da falta de gestão do Governo.

 

“ A sociedade não suporta mais. O GDF dá atenção especial para os aumentos no IPTU, IPVA, luz… Na calada da noite, o GDF decide que quem vai pagar essa conta é o empresário” - Cléber Pires (ACDF)

 

Com os novos valores, as passagens sobem de R$ 2,25 para R$ 2,50 as linhas circulares internas; de R$ 3 para R$ 3,50 as de ligação curta; e de R$ 4 para R$ 5 as viagens de longa distância e integração e as de metrô.

 

 

Usuários reclamam

Quem anda de ônibus ou metrô ainda faz as contas para saber quanto terá que desembolsar a mais a partir de segunda. Mas sabe na ponta da língua que a qualidade do serviço oferecido pelo sistema não aumenta na mesma proporção.

 

“Eu, geralmente, gasto R$ 20 por dia com passagem para um serviço que não é tão bom. Os ônibus estão sempre cheios, fico muito tempo esperando nas paradas. É uma rotina sofrida, pegando de cinco a oito ônibus por dia. Agora, nem sei como vou fazer para arcar com o aumento. Como sempre, o trabalhador fica na pior”, afirma Lindaura Ximenes de Paiva (foto de destaque), 46 anos, moradora da Ceilândia.

 

“Esse aumento é péssimo. Não consigo sentar nos ônibus de tão cheios que eles ficam e quando sento ainda corro o risco de me sujar nas poltronas”, conta a vendedora Roneide da Conceição, 41 anos, moradora do Itapoã.

 

“É sério mesmo que aprovaram esse aumento? O transporte que o governo oferece é um lixo. Podiam ter pensado em outra saída. Mas isso acontece porque não temos outra saída e vamos ter que pagar" - Cristiano Azevedo, 37 anos, técnico de informática


 

O outro lado

Por meio da assessoria de imprensa, a Associação das Empresas de Transporte Público e Coletivo do DF informou que não vai se pronunciar sobre o reajuste, pois é uma decisão do governo. Sobre a qualidade do serviço prestado, explicou que as concessionárias trabalham com “a frota mais nova do país, ônibus com Wi-Fi e câmeras de vigilância”.

 

De acordo com a Secretaria de Mobilidade, o reajuste é necessário para acompanhar a elevação de custos do sistema, manter as gratuidades para estudantes e pessoas com deficiência e compensar os quase dez anos de congelamento das tarifas, enquanto outros índices cresciam, como salários e combustível, por exemplo.

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