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Brasil, Brasília - Distrito Federal, 25 de março de 2017

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Pedro Luiz Tauil: Em busca da vacina. Dengue bate recorde de infecções em 2016

Pedro Luiz Tauil: Em busca da vacina. Dengue bate recorde de infecções em 2016
Professor de medicina tropical da UnB afirma que controle do Aedes aegypti ainda é a forma mais eficaz contra a dengue
Por OTÁVIO AUGUSTO - correio braziliense - 20/07/2016 - 11:32:24

Há quase cinco décadas, o clínico-geral Pedro Luiz Tauil, 75 anos, estuda o comportamento de doenças contagiosas, como a dengue, a febre amarela e a malária. “O único elo vulnerável para a interrupção da transmissão ainda é o controle do mosquito”, explica. Formado pela Universidade de São Paulo, o mestre e doutor já publicou mais de 100 trabalhos relacionados ao tema, entre livros e artigos. Na tarde de ontem, ele avaliou a situação do DF a pedido do Correio. O especialista, que está em Brasília desde 1976, acredita que em 2017 a chicungunha e a zika podem ter uma grande taxa de contaminação. Confira trechos da entrevista.

 

Por que o Aedes é 

difícil de se combater?

O mosquito tem uma capacidade de adaptação grande e o combate depende de ações intersetoriais, como de saúde, educação e saneamento básico, que são importantes para reduzir os locais prováveis de criação do mosquito. 

 

Há novas técnicas de 

controle disponíveis?

A Fundação Oswaldo Cruz testa, no Rio de Janeiro, uma técnica australiana. Eles distribuem mosquitos com uma bactéria que impede que sejam infectados com as doenças. Outras pesquisas envolvem insetos transgênicos, cujos machos fecundam a fêmea, mas a prole não se desenvolve. Há também mosquitos irradiados com raios gama, que os tornam infértil. Estão testando larvicidas biológicos não nocivos ao ambiente.

 

A vacina é o melhor caminho? 

Sim. Vários estudos desenvolvem imunobiológicos. Está registrado um tipo na Anvisa, mas ainda não é perfeito. Ele foi elaborado por mais de 20 anos, entretanto, leva um ano para imunizar o indivíduo, com três doses. Além disso, não protege contra todos os sorotipos — não pode para menores de 9 anos e maiores de 49.

 

A que se atribui a 

reemergência da dengue?

Nunca houve tamanha concentração de gente na área urbana. As pessoas estão vivendo em condições de habitação precárias e saneamento inexistente. O mosquito se alimenta apenas de sangue humano. Ninguém no mundo consegue controlar a dengue atualmente.

 

O Aedes é negligenciado?

O mosquito foi combatido para a eliminação da transmissão urbana da febre amarela. Na década de 1960, foi extinto do Brasil e de outros 17 países da América, mas ele voltou a se reinfestar por questões de saúde pública e de habitação. Hoje, só o Canadá não é infestado. Nesse cenário, a febre amarela pode voltar, mas menor porque tem a vacina. Em Angola e no Congo, tem epidemia de febre amarela pela infestação do Aedes.

 

Fazemos o combate correto?

As técnicas atuais não são suficientemente eficazes. O mosquito tem uma capacidade de sobrevida maior que a do ser humano. A eliminação de uma espécie é quase impossível. Temos que ter foco na vacina e no tratamento para controlar as doenças.

 

Existem riscos de contaminação por dengue, chicungunha e zika durante as Olimpíadas?

O risco existe, mas é baixo. Estamos num momento de baixa transmissão pela redução de densidade do mosquito. A secura e as baixas temperaturas resultam numa menor reprodução do mosquito. Entre novembro e maio isso vai se agravar. A doença é sazonal. (OA)

 

Dengue bate recorde de infecções em 2016

 

O primeiro semestre registrou o dobro de casos em relação ao mesmo período de 2015. Preocupação é maior por causa das partidas de futebol olímpico na capital. Especialista aponta que a chicungunha e a zika podem ser os próximos problemas

 

Por OTÁVIO AUGUSTO 

 

Fumacê é aplicado no centro da cidade: controle intensificado para a época dos Jogos Olímpicos

 

 

Registros históricos revelam, há algum tempo, o avanço devastador da dengue na capital federal. Contudo, 2016 se tornou um ano marcante para a doença transmitida pelo Aedes aegypti. Em três décadas do mal na cidade, nunca houve tantas infecções para o primeiro semestre. O mosquito contaminou 19.360 pessoas nos últimos sete meses, sendo 16.484 casos confirmados. O índice é o dobro do mesmo período de 2015, quando ocorreram 9.654 situações. Os registros já se aproximam do recorde de 2010, quando a epidemia alcançou 20.402 habitantes durante todo o ano. A situação é tão crítica que o Executivo local criou uma Sala Permanente de Coordenação e Controle das Ações de Enfrentamento às doenças transmitidas pelo Aedes.

 

Os piores momentos do colapso, segundo a Secretaria de Saúde, ficaram em fevereiro e março, período que, por semana, a pasta notificou uma média de 1,1 mil casos novos por semana. A 16 dias do início das Olimpíadas — Brasília sediará 10 partidas de futebol —, atletas e turistas ainda correm risco de entrarem paras as estatísticas, segundo especialistas. Entretanto, a Vigilância Epidemiológica descarta totalmente uma epidemia no período, mas considera a possibilidade de casos pontuais. Na próxima semana, a pasta vai aplicar o fumacê no Estádio Nacional Mané Garrincha para garantir condições seguras aos torcedores.

 

Mesmo com o período de estiagem, agentes epidemiológicos continuam o trabalho de contenção de focos e extermínio de mosquitos adultos. São Sebastião, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e Sobradinho 2 centralizam os trabalhos. Ao todo, o governo gastou cerca de R$ 5 milhões somente com o controle do Aedes. Segundo a Secretaria de Saúde, o carro fumacê dedetizou mais de 800 mil imóveis e todos os domicílios passaram por vistoria no primeiro semestre. Em agosto, manejos ambientais em zonas consideradas de risco e o mapeamento do índice de infestação do mosquito na cidade serão aplicados (leia Para saber mais).

 

“Nesse cenário, temos que considerar a evolução biológica do inseto e que a quantidade de chuva em janeiro deste ano foi a maior da última década. Choveu cinco vezes mais do que no ano passado. Não foi um problema pontual do DF, mas sim do país inteiro”, explica Divino Valero, diretor da Vigilância Epidemiológica, ao ressaltar que a pasta esperava entre 60 mil e 100 mil casos de dengue na cidade. “Eram para ser 100 mil. Temos que levar em consideração a população de 3 milhões de habitantes e mais 1,8 milhão flutuante do Entorno.”

 

A Secretaria de Saúde estuda produtos mais eficazes e novas práticas de vigilância epidemiológica e entomológica para serem aplicados a partir de setembro, como medida preventiva, e entre janeiro e março, período que a pasta considera insalubre. “Aprendemos com todos os órgãos de saúde novas metodologias e alertas sobre o Aedes aegypti. Não existe uma receita de bolo para o controle. É um mosquito inteiramente urbano com grande adaptabilidade”, detalha Divino.

 

Alerta

 

Brazlândia (com 1.924 casos), Ceilândia (1.769), São Sebastião (1.666) e Planaltina (1.371) são as regiões administrativas que mais apresentam casos de dengue. A faixa etária mais atingida varia entre 20 e 49 anos. Ao todo, 13 pessoas morreram este ano com a forma hemorrágica da doença. “Fizemos um trabalho exaustivo. Contemos uma situação que poderia ser muito pior”, argumenta Divino. Até o momento, a Secretaria de Saúde também confirmou 131 infecções por chicungunha e 173 de zika vírus — sendo 22 em gestantes. “No segundo semestre, estaremos mais bem preparados para combater o mosquito”, admite Divino. De acordo com o diretor, os estoques da pasta estão abastecidos para até dezembro.

 

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB), em decreto publicado ontem, criou um sistema de monitoramento do Aedes. A Diretoria de Atenção Primária passa a ser responsável pelo serviço. O DF contará com 15 grupos com servidores de órgãos como Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Agência de Fiscalização (Agefis), Defesa Civil, além da Secretaria de Saúde. Entre as medidas, está o combate ininterrupto do mosquito.

 

Para o ano que vem, especialistas acreditam que a chicungunha e o zika vírus podem infectar mais gente que em 2016, por não haver “imunidade de rebanho”, uma vez que as pessoas adquirem somente uma vez cada doença. “Não existe nenhum trabalho de contenção de vírus, tudo é ligado ao mosquito. A probabilidade de epidemias dependerá das políticas públicas, situações climáticas, comportamentais da população e outras variáveis. A intenção é manter o índice de infestação inferior a 1%”, finaliza Divino.

 

Para saber mais

 

Boletim informativo

 

O Levantamento Rápido de índice para o Aedes aegypti (LIRAa) permite conhecer a amostragem da quantidade de imóveis com a presença de focos do mosquito. Na última pesquisa, realizado entre 4 e 8 de abril, o nível de infestação do DF foi de 0,24% — considerado satisfatório. Lago Norte, Plano Piloto e Sobradinho estão em condição de destaque, com 0,91%, 0,69% e 0,66%, respectivamente. Segundo parâmetros do Ministério da Saúde, índices menores de 1 são satisfatórios; até 3,9, estado alerta; e acima de 4, risco de surto.

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