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Brasil, Brasília - Distrito Federal, 19 de agosto de 2017

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Polícia quer saber se Glauber conhecia vítima

Polícia quer saber se Glauber conhecia vítima
Jovem tenta agredir agentes
Por JÚLIA CAMPOS, MARIANA AREIAS e PEDRO GRIGORI-Correio Braziliense/Reprodução - 12/08/2017 - 10:30:24

'Hoje eu estava a fim de matar'

 

Investigadores do latrocínio apuram se Maria Vanessa e o locatário da quitinete que abrigou os suspeitos trabalharam ou estudaram juntos no Ministério da Cultura e na UnB. Ambos devem responder o questionamento até a próxima semana

 

A Polícia Civil aguarda um posicionamento oficial do Ministério da Cultura (MinC) e da Universidade de Brasília (UnB) para confirmar se existiu algum contato profissional ou acadêmico entre Glauber Barbosa da Costa, 42 anos, e a jornalista Maria Vanessa Veiga Esteves, 55, morta na última terça-feira, na 408 Norte, vítima de latrocínio. Segundo o Portal da Transparência, Glauber trabalhou no MinC entre 2010 e 2015, período que coincide com o de atuação da vítima no mesmo órgão, onde era funcionária desde 2013. Morador de uma quitinete na comercial da 208 Norte, a 400m do local do crime, ele abrigou a dupla responsável pela morte da servidora. Os suspeitos permaneceram no local até o momento da prisão, realizada menos de 24 horas depois do crime. Levado para a 2ª DP (Asa Norte) para prestar esclarecimentos, Glauber adiantou não ter ligação com a vítima, assinou um termo circunstanciado e, inicialmente, responde por favorecimento pessoal.

 

Ao Correio, o delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Laercio Rosseto, disse que os questionamentos ao MinC e à UnB servirão para descartar ou não Vanessa como alvo premeditado dos dois acusados de matá-la — Alecsandro de Lima, 26, e um adolescente de 15 anos estão detidos pelo latrocínio desde a noite de quarta-feira. “Estou aguardando uma resposta oficial com relação a eventual vínculo empregatício e eventual aposentadoria dele e se eles foram colegas de trabalho”, afirmou o chefe das investigações.

 

Em depoimento, os suspeitos admitiram que havia a intenção de cometer um assassinato naquela noite, independentemente de quem fosse a vítima. O garoto também confessou que foi o responsável pela facada nas costas de Maria Vanessa. Ele está na Unidade de Internação Provisória de São Sebastião (Uipss) desde a última quinta-feira. O outro acusado, Alecsandro de Lima, 26, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva na última quarta-feira. Ambos têm diversas passagens pela polícia, inclusive por roubo. A investigação não prevê intimar novas pessoas a depor, como o namorado e amigos da ex-funcionária do MinC.

 

O Correio encontrou Glauber na comercial da 208 Norte, horas depois de ele ter sido liberado pela polícia. Além de admitir que usa crack, explicou o porquê de ter abrigado os suspeitos do crime. Segundo ele, deixou a dupla ficar no imóvel por uma semana após serem expulsos de um acampamento irregular na 207 Norte. Depois disso, pediu que eles procurassem outro lugar para morar. A partir daí, passou a sofrer ameaças.

 

Glauber é aluno de pós-graduação de relações internacionais na UnB e trabalhou no MinC. Ele informou à reportagem que se aposentou do serviço público por causa de um quadro de esquizofrenia.

 

Glauber Barbosa da Costa mora em quitinete na comercial da 208 Norte: uso de crack e suspeito de favorecimentopessoal

 

A polícia encontrou no imóvel várias facas. Entre elas a usada para matar Maria Vanessa

 

Viagem

 

O envolvimento de Glauber com as drogas piorou a situação dele, quando, até março, data em que começou a cursar a pós-graduação, tinha outra perspectiva de vida. Segundo amigos ouvidos pelo Correio, desde que passou a morar com os suspeitos pelo assassinato de Maria Vanessa, há um mês, os sinais do efeito dos entorpecentes ficaram mais aparentes. Ele sobrevive com o salário da aposentadoria do MinC, com o qual paga o aluguel da quitinete na 408 Norte, no valor de R$ 1,5 mil. “Ele é esperto. Não anda com dinheiro, porque sabe que seria assaltado. Então, guarda o salário no banco e, quando precisa comprar algo, vai até um caixa eletrônico e saca”, conta um colega.

 

Estudiosa, Maria Vanessa também tinha planos. A mulher, que abrigava intercambistas no apartamento da 408 Norte, cursava mestrado em jornalismo e sociedade pela UnB. Em novembro, viajaria a Lisboa para defender uma dissertação sobre blogueiras de moda. Antes de assumir o cargo de analista de projetos do MinC, foi coordenadora de programação do Canal GNT e da área internacional dos canais Globo Internacional e Globosat, além de editora da TV Cultura e da TV Manchete, entre outros cargos.

 

Enquanto Glauber é conhecido por alunos de relações internacionais da UnB como “estranho”, mas não ameaçador, Maria Vanessa era vista como uma mulher elegante e educada pelos colegas da comunicação social. Devido às coincidências entre local de trabalho, estudo e moradia, a Polícia Civil espera uma resposta das instituições até o fim da próxima semana.

 

Para saber mais

 

Crime para porte de faca

Os três projetos de lei (PL) do senador Raimundo Lira (PMDB-PB) que devem ser votados na próxima quarta-feira, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, poderiam ter dado um desfecho diferente para o crime ocorrido na 408 Norte caso estivessem vigentes. O PL nº 320/2015 define a tipificação do porte de arma branca, com pena de 1 a 3 anos de detenção. O de nº 358/2015 determina que o adulto que utiliza criança ou adolescente para a prática de crimes tenha a pena aumentada de 50% a 2/3. E, por último, o PL nº 469/2015 pede a alteração do Código Penal para agravar a pena de crimes praticados em situação de tocaia. Para o senador, a atual norma estimula a criminalidade. “Se o Código fosse rigoroso há 20 anos, nós teríamos uma realidade diferente”, disse Raimundo.

 

Jovem tenta agredir agentes

 

Por RENATO SOUZA

Após ser ouvido pela Vara da Infância e da Juventude (VIJ), o adolescente de 15 anos acusado de matar a analista de projetos do Ministério da Cultura (MinC) Maria Vanessa Veiga Esteves, 55, na 408 Norte, tentou agredir agentes socioeducativos. O Correio apurou que a situação aconteceu na quinta-feira à noite, no momento em que ele chegou à Unidade de Internação Provisória de São Sebastião (Uipss). Por causa disso, foi necessário mantê-lo sozinho em uma cela durante a madrugada.

 

Segundo uma fonte da equipe de segurança da Uipss ouvida pelo Correio, o jovem demonstrou agressividade quando era preparado para dar entrada no local de reclusão. Em um ato de fúria, tentou se desvencilhar da escolta e partiu para cima dos servidores. No entanto, a situação foi controlada antes que o garoto conseguisse ferir alguém. A atitude hostil surpreendeu a todos.

 

Ontem, a presença do adolescente envolvido no latrocínio cometido na terça-feira à noite voltou a provocar confusão na unidade de São Sebastião. À tarde, depois de deixar a cela e voltar da sala da Gerência de Segurança da Uipss, ele acabou hostilizado por outros internos. De acordo com informações obtidas pela reportagem, alguns jovens infratores jogaram objetos quando ele passou por um corredor que dá acesso à ala de internação. Com isso, precisou continuar sozinho.

 

Apesar da pouca idade, o acusado acumula pelo menos cinco passagens pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Três somente neste ano. A maioria dos delitos é de atos infracionais análogos ao crime de roubo. Além disso, o garoto admitiu à polícia que foi o responsável pela facada nas costas que matou Maria Vanessa. Ao delegado responsável pelas investigações, Laercio Roseto, o adolescente disse: “Hoje eu estava a fim de matar”.

 

Em nota, a Subsecretaria do Sistema Socioeducativo do Distrito Federal negou qualquer situação de risco envolvendo o suspeito. De acordo com o órgão, “a chegada dele à Unidade de Internação Provisória de São Sebastião foi tranquila, assim como está sendo sua convivência, desde então”.

 

Colaborou Ricardo Faria 

(Especial para o Correio)

 

Delitos

Total de passagens na DCA do adolescente de 15 anos suspeito de matar analista de projetos no MinC

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