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Brasil, Brasília - Distrito Federal, 23 de maio de 2017

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Sindicalista Jorge Vianna diz que Rollemberg precisa governar

Sindicalista Jorge Vianna diz que Rollemberg precisa governar
Estou muito decepcionado com a política
Por Delmo Menezes - Agenda Capital - 03/08/2016 - 06:59:01

“Acho que cada um deve fazer bem feito o seu papel social. Nosso papel como sindicalistas, é defender os direitos dos trabalhadores. O governo tem que governar, ele tem que prover meios para dar condições aos trabalhadores e o usuário em geral”. (Jorge Vianna)

 

Casado, pai de duas filhas, maranhense da cidade de Bacabal, veio para Brasília aos dois anos de idade, junto com os pais e três irmãs, na tentativa de terem uma vida digna, Jorge Vianna, estudou e se formou em letras e enfermagem. Como servidor público da Secretaria de Saúde há 15 anos, atua no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), onde aprendeu e se orgulha de salvar vidas.

 

 

Vice-presidente do sindicato dos auxiliares e técnicos em enfermagem do DF (Sindate-DF), o sindicalista Jorge Vianna, disputou pela primeira vez uma eleição em 2014, alcançando 7.331 votos, votação esta, que surpreendeu os mais experientes analistas políticos do Distrito Federal.

 

Em entrevista concedida ao Agenda Capital, Vianna fala que o governo tem que cumprir o seu papel, que é governar, e que o vice-governador e o próprio governador não estavam preparados para assumir o Buriti.

 

Vianna fala ainda sobre as Organizações Sociais, que segundo ele, é um modelo que não deu certo em outros estados e que a corrupção impera neste tipo de gestão.

 

Veja entrevista na íntegra:

 

AC – Nas eleições de 2014, você foi o candidato mais votado do PSD para deputado distrital, obtendo 7.331 votos. Em março deste ano, entregou carta de desfiliação ao presidente do partido. Qual foi o motivo da sua desfiliação?

 

JV – Primeiro, eu fui surpreendido com esta votação. Depois eu sabia que a chance de sair vencedor era muito pequena. Fazer uma campanha sem recursos financeiros e ser o candidato mais votado do partido para distrital, para mim já foi uma grande vitória. Eu tive a surpresa porque a categoria acreditou em nosso projeto, e votou. Eu fui o primeiro do segmento de auxiliar/técnico de enfermagem no Brasil, a obter mais votos em uma eleição, na proporção da minha categoria. Com relação a minha desfiliação do PSD, foi uma coisa mais do ponto de vista ideológico. No plano nacional o PSD defendia uma coisa e aqui nós da área de saúde defendíamos outra. Outro fator que pesou bastante, foi que depois da campanha, fiquei muito decepcionado, com o movimento político em si. Fomos bem votado, e em nenhum momento fui ouvido pelas lideranças que apoiamos, não somente do PSD, como também do próprio governador. Se ele (Rollemberg) foi eleito, assim como o Rosso e o vice Renato Santana, tem um pouco da nossa participação. Faltou diálogo com o segmento que represento, pois não queria nada para mim pessoalmente. Gostaríamos de poder participar do processo, para melhoria do serviço público no DF.

 

AC – Além de sindicalista você é servidor da Secretaria de Saúde, lotado no SAMU. Como você avalia a situação em que se encontra o SAMU/DF?

JV – O Samu/DF embora com muito problemas que existem, eu considero uma referência para o país, isso graças aos servidores. Tem muita gente lá que é muito compromissado, veste a camisa mesmo. O que aconteceu foi que a política começou a entrar no Samu. Não somente no Samu, mas na própria Secretaria de Saúde. Quando você tira bons profissionais para colocar pessoas sem qualificação, apenas por indicação política, a tendência e cair a qualidade dos serviços que são prestados à população. Vejo que o Samu está começando a se reerguer. Teve um momento de denúncias de indícios de corrupção, que foram até denunciados, mas vejo que agora aos poucos vai voltando o que era antes.

 

AC – Desde início do governo Rollemberg, um dos temas mais polêmicos, é a falta de recursos financeiros para cumprir com o reajuste dos servidores, por causa do déficit das contas públicas. Segundo o Executivo isto só vai ocorrer se melhorar a arrecadação. Qual será o posicionamento do Sindate/DF, caso o reajuste não ocorra?

 

JV – Acho que cada um deve cumprir com o seu papel social. Nosso papel como sindicalistas, é defender os direitos dos trabalhadores. O governo tem que governar, ele tem que prover meios para dar condições aos trabalhadores e o usuário em geral. Eu não consigo entender um governo que coloca os sindicatos para fazer o papel dele, como fizemos ano passado (2015), em que ele nos chamou, pediu ajuda para que a gente convencesse a Câmara Legislativa do DF, a aprovarem isso ou aquilo. O papel do sindicato não é esse, embora a gente possa ajudar, e assim o faz. Nós não podemos ser usados como escudo, ou moeda de troca, para fazer com que o governo exerça o seu papel de governabilidade, que parece que ele não tem. O que falta para este governo é a governabilidade. Precisa ter uma relação harmônica com outro poder, o que não está tendo, e não seremos nós os sindicalistas, que teremos que fazer esta ligação. Se ele não tem esta habilidade para buscar os recursos e cumprir os compromissos, iremos fazer o nosso papel, que é cobrar aquilo que é direito dos trabalhadores. Nesse caso, eu atribuo toda a culpa ao governador. Se ele prometeu o reajuste para este ano, deve cumprir com a sua palavra.

 

AC – A implantação das Organizações Sociais, está sendo debatido exaustivamente, pelos Sindicatos, Legislativo e Ministério Publico. Recentemente em áudios vazados, o vice-governador declara que a possibilidade de “OS” no DF é zero. Você acredita nisso?

JV – A possiblidade com certeza tem, tanto é verdade que o governador está tentando de todo jeito. O governo parece que tem uma grande influência no Conselho de Saúde do DF, e nós temos representantes lá que se posicionaram contra as “OSs”. O governo tenta de todas formas empurrar “goela abaixo” as Organizações Sociais. Se depender dos trabalhadores não vai ter “OSs”. Não é pelo fato de simplesmente não querermos, mas pelo que temos visto em vários estados onde implantaram este modelo de gestão, não deram certo. A corrupção impera dentro deste modelo.

 

AC – Na sua avaliação, existe outros modelos de gestão que poderiam ser adequados a realidade do DF?

 

JV – O nosso modelo é bom, a aplicabilidade é que está errada. Eu moro na Samambaia e a cobertura lá é de 30%. Faltam agentes de saúde para atender a demanda. Quando tivermos 70% de cobertura na atenção primária, aí você pode realmente fazer uma avaliação se o modelo é ruim ou não. Há uma intenção deliberada de implantar Organização Social, e sucatear a rede.

 

AC – Semana passada entrevistamos o Dr. Walter Gaia que é um especialista em atenção primária, e nos surpreendeu ao afirmar que estes índices divulgados pela Secretaria de Saúde, em relação a atenção primária, são fictícios, são apenas um cadastro. Como avalia esta situação?

JV – No programa do governo intitulado “Brasília Saudável”, eles colocaram um percentual de 30% de cobertura no DF, baseado no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde). É furado. Eu estive pessoalmente lá na Upa de Samambaia, e tinha lá mais de 500 servidores cadastrado lá no CNES. Quando você cadastra o servidor e depois ele muda de lotação, pede exoneração, ele continua no CNES. Estes dados não são alimentados, ou seja, eles têm uns dados realmente fictícios na Secretaria de Saúde, para mostrar à população que tem a cobertura, mas de fato, não tem. O que falta é aumentar o número de agentes de saúde, unidades de saúde, ampliar os serviços que estão sendo ofertados a população, na atenção primária, secundária e terciária, para aí sim, você dizer que este modelo não presta. Como você vai avaliar um modelo se o governo não dá as condições mínimas de atendimento.

 

AC – Temos observado que o humor dos servidores de um modo geral não está nada bom. O que pode ser feito para recuperá-los?

 

JV – A nossa auto estima está lá em baixo, servidores sem perspectivas, servidores que estão contando as horas e os minutos para se aposentar. Algum tempo atrás, o servidor mesmo tendo tempo de se aposentar, ele por gostar do que fazia, ficava mais tempo. Hoje você observa pessoas que estão no setor a 25 anos, querem ir embora, querem se aposentar. Eu não entendo porque os gestores não têm esta habilidade em observar a desmotivação do servidor. Você fica vendo o governo constantemente falando que não vai pagar nosso reajuste. Nós não trabalhamos somente em função do dinheiro, mas o trabalhador é digno do seu salário. Como é que o servidor vai programar uma viagem ano que vem, se não tem nem perspectivas se vai ter o seu salário no fim do mês. Vire e mexe, você tem corte de alimentação do servidor, porque não pagou a Sanoli, aí o servidor vai trabalhar com fome. A mesma coisa com os vigilantes, entram em greve e o servidor vai trabalhar sem segurança. Constantemente somos ameaçados de perder nossas gratificações, nossos direitos adquiridos há anos. Qual é o trabalhador que trabalha feliz desta forma? Nós especificamente da enfermagem, trabalhamos com seringa, que é a nossa “caneta”. Muitas vezes falta seringa na especificação adequada para atender o paciente, falta jaleco, luva, medicamentos, enfim se fosse detalhar tudo, ficaríamos o dia todo falando sobre isso. Não dá para ficar feliz desse jeito.

 

AC – O governador Rodrigo Rollemberg está com dificuldades de aprovar projetos de interesse do Executivo na Câmara Legislativa. Na sua avaliação política, tem como reverter esta situação ou a tendência é piorar ainda mais?

 

DSCN4673JV – Na política uma das coisas que estou aprendendo, é que tudo pode acontecer. Já vimos governador sair preso no exercício do seu mandato, e voltando quase que ovacionado pela população. Se o Rollemberg de fato começar a governar, colocar as contas em dia e mostrar à população a que veio, talvez consiga atrair alguns deputados para sua base. O problema é sua rejeição, baixa aprovação popular, aí ninguém quer ficar do seu lado. Acho que ainda dá tempo, eu sou um cara bastante otimista.

 

AC – Sobre os áudios que ganharam repercussão nacional, pois envolve o vice-governador do DF, que fez declarações muito graves sobre a corrupção no âmbito da Secretaria de Saúde e Fazenda. Na sua avaliação quais os motivos levaram a sindicalista Marli Rodrigues, a divulgar os áudios?

JV – Com relação ao vice e ao governador, na minha opinião, não estavam preparados para assumir o Buriti. Os atos dele falam por si só. A falta de experiência dos dois, é bastante nítida. A gravação dos áudios revela isso. O vice falando mal do governador e ele tendo que dar explicações não convincentes quando perguntado sobre o assunto. Com relação a Marli, eu vejo que a única forma dela ter uma certeza daquilo que era especulação, seria ouvir das autoridades e tornar público. Isso realmente chocou todo mundo, até agora não caiu a ficha. Estava viajando e acompanhei os fatos através da imprensa. A Marli disse que não foi ela que soltou os áudios. Realmente não se te dizer aonde vai parar tudo isso. Muita coisa ainda deve vir à tona. Temos que ver o que é fato e o que é boato. Vamos aguardar os acontecimentos. Se tudo isso que está sendo falado for verdade, aí então estaremos perdidos. Vamos aguardar os órgãos competentes se pronunciarem.

 

AC – Você teve uma votação que surpreendeu o mundo político do DF. Pretende se candidatar novamente em 2018?

 

JV – Nesse momento não sou candidato. Estou muito decepcionado com a política, e os rumos que ela está tomando não somente no DF, mas em todo Brasil. Cheguei de férias agora, e pude fazer uma reflexão. Até onde vale a pena ser político neste país. Esse meio político é muito perigoso. A Marli diz que está sendo ameaçada de morte. Se tiver mesmo sendo ameaçada de morte, qual é o nosso papel como sindicalista. Até que ponto vale a pena a gente batalhar pelos direitos dos trabalhadores e depois sermos ameaçados de morte. Acho muito difícil disputar novamente uma eleição.

 

 

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